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10 de maio de 2014

Quando surgiu a TV a cabo?

Em 1948, como uma forma de melhorar o sinal enviado pelas emissoras através de ondas de rádio. Isso mesmo: a TV a cabo não surgiu como um meio de transmitir um conteúdo exclusivo e pago, mas claro que a sua invenção foi motivada por interesses comerciais. O comerciante americano John Walson começou a vender televisores em uma cidadezinha no interior do estado da Pensilvânia (EUA). Nessa época, a televisão engatinhava nos Estados Unidos - e nem existia no Brasil -, o que dificultava a venda de aparelhos, não só por serem caros, mas também porque havia poucas antenas retransmissoras e as ondas que levavam o sinal sofriam muitas interferências até chegar a casas muito distantes. Foi então que Walson teve uma idéia para turbinar suas vendas: instalou uma antena no alto de um morro e de lá puxava cabos para as casas das pessoas que comprassem televisores na sua loja. Isso passou a ser feito em outros lugares dos Estados Unidos e do mundo todo. Em 1958, a moda chegou a terras tupiniquins, mais especificamente à cidade de Petrópolis (RJ), onde cabos foram distribuídos para melhorar os sinais enviados pelas emissoras do Rio. O cabo só passou a ser um meio de transmitir conteúdo exclusivo muito tempo depois, com o surgimento do canal HBO, que em novembro de 1972 transmitiu um jogo de hóquei seguido de um filme só para 365 lares da Pensilvânia (novamente a Pensilvânia) que pagaram pelo serviço. A idéia deu tão certo que o cabo virou sensação nos EUA nos anos 80 - de 1984 a 1992 foram investidos 15 bilhões de dólares para o cabeamento de ruas. Hoje, mais de 80% dos lares americanos contam com algum serviço pago e o conjunto de canais por assinatura (MTV, TNT, ESPN, etc.) já tem mais audiência do que os gratuitos (comandados pelas gigantes CBS, ABC e NBC). 

Pago pra ver

Em três décadas, a TV por assinatura conquistou o mercado americano

1972

Surge a HBO, o primeiro canal com conteúdo exclusivo para assinantes

1975

HBO atinge todo o território americano transmitindo via cabo, por assinatura, a luta entre Muhammad Ali e Joe Frazier, direto das Filipinas

1978-1982

Entram no ar canais especializados em um tipo de assunto: esportes (ESPN, 1979), música (MTV, 1981), notícias (CNN, 1980) e até um canal voltado exclusivamente à população negra (Black Entertainment Television, 1980)

1991

A CNN transmite notícias da Guerra do Iraque ao vivo e 24 horas por dia, o que seria impensável em qualquer canal aberto

1997

Pela primeira vez um canal a cabo (HBO) recebe mais indicações ao Emmy - o Oscar da televisão americana - do que qualquer canal da TV aberta

2002


A ABC retransmite o seriado Monk, da USA Networks, no horário nobre. Pela primeira vez um dos gigantes da TV aberta compra um programa transmitido originalmente por cabo

Por que o homem nunca mais voltou à Lua?

Simples: porque não há muito mais o que fazer por lá. Bastaram outras missões não-tripuladas, americanas e russas, para trazer inúmeras amostras de rochas lunares e realizar outras pesquisas sobre o ambiente do satélite. "Elas não foram suficientes para conhecer toda a formação da Lua, mas não vai ser um número reduzido de missões que vai trazer um progresso significativo", diz o astrônomo Augusto Damineli, da USP. Hoje, a ciência prefere fazer pesquisas próximas da órbita da Terra, como na Estação Espacial Internacional, e enviar missões não-tripuladas a outros planetas. Ambas as opções trazem menos custos e mais benefícios do que voltar ao satélite. Além do mais, a corrida à Lua foi um evento mais político do que científico. Na época, Estados Unidos e União Soviética viviam o auge da Guerra Fria.

A conquista do satélite servia, portanto, como uma excelente peça de propaganda, tanto que, quando os soviéticos colocaram o primeiro homem em órbita (o russo Yuri Gagárin, em 1961), o então presidente americano John Kennedy prometeu que, até o final da década, seu país mandaria alguém para a Lua. Em 1969, a promessa foi cumprida - e a batalha vencida. Mas saiu caro: o programa Apollo, que durou até 1972 e levou 12 homens à Lua, consumiu cerca de 20 bilhões de dólares (o equivalente a 85 bilhões nos valores de hoje). Para ter uma idéia, a missão do Mars Pathfinder, o carro-robô que pousou em Marte em 1997, custou uma fração disso: 250 milhões de dólares.

3 de maio de 2014

Como eram os episódios perdidos do Chaves?

São capítulos refilmados – com piadas e finais diferentes ou participações especiais – pelo autor Roberto Gómez Bolaños, chamado de Chespirito no méxico. Em 1974, por exemplo, Maria Antonieta de las Nieves (a Chiquinha) ficou grávida e foi substituída. Quando ela voltou, Chespirito refilmou o que foi feito na sua ausência. Quando Chaves passou a ter reprises diárias no Brasil pelo SBT, alguns telespectadores notaram episódios comroteiro parecido, mas imagens diferentes. Em 1992, a emissora decidiu manter só uma versão dos capítulos semelhantes. Mas os fãs reclamaram do sumiço de alguns deles e montaram uma lista de 50 “episódios perdidos”, que o SBT não veiculava mais. Depois de muita pressão, o canal levou ao ar, em janeiro e fevereiro de 2012, 59 episódios semelhantes. Como alguns deles eram inéditos, o público desconfia que o SBT ainda tenha material nunca exibido.

SÓ O SBT TEM

A cada cinco anos, a Televisa – que produzia Chaves – renovava o contrato com emissoras que exibiam a série e enviava fitas novas em troca das usadas. Por nunca ter atualizado as fitas, o SBT manteve o conteúdo que a Televisa perdeu nas trocas

Ser pintor é uma questão de talento

link: abr.io/chavespintor

Na versão de 1976 – remake do episódio de 1973 –, seu Madruga está pintando uma cadeira. Ao fazer um intervalo, as crianças começam a brincar com um pincel e pintam, por acidente, lençóis de dona Florinda no varal. Madruga acaba apanhando da vizinha

Um festival de vizinhos

link:abr.io/chavesfestival

Remake, produzido em 1976, de gravações de 1972 e 1973. Seu Madruga é o diretor do Festival da Boa Vizinhança, que exibe Chaves recitando o poema do “Cão Arrependido”, Quico lendo versos dedicados às mães e Chiquinha contando as “Aventuras do Jeca Valente”. Para evitar a fadiga, tudo acaba em briga

Errar é humano

link: abr.io/chaveserrar

Uma nova vizinha aparece na vila em busca de uma casa e seu Madruga se apaixona. Ela combina de voltar à tarde, mesmo horário em que dona Florinda promete bater nele e dona Clotilde pretende visitá-lo. Madruga combina com as crianças o que dizer quando cada uma delas chegar – mas a turma se confunde toda...

PERDIDOS DE VERDADE

O SBT alega que alguns episódios considerados perdidos pelos fãs têm problemas técnicos. Apesar de contar com o áudio, as imagens estão em péssima qualidade. O pior é que a Televisa também não tem esses vídeos

Gente sim, animal não

link: abr.io/chavesgentesim

Animais e crianças pequenas são barrados na vila. Por isso, dona Florinda devolve o cachorro que Quico ganhou do professor Girafales. Quico acha que a Bruxa do 71 transformou o cão em regador. O capítulo também deixou a grade do SBT em 1992, dando lugar a uma versão mais antiga

Como agarrar um touro a unha

link: abr.io/chavestouro

As crianças brincam de toureiros com uma toalha de mesa do seu Madruga. Para a alegria delas, ganham um touro de brinquedo do senhor Barriga e, é claro, arrumam confusão. Esse episódio foi exibido aqui por alguns anos e deixou a grade de programação do SBT em 1992, dando lugar a uma versão mais recente

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

Alguns episódios exibidos recentemente pelo SBT causaram surpresa entre os fãs: um deles porque é o primeiro capítulo com festa na vila. O outro não era conhecido por ninguém...

Quem canta seus males espanca

link: abr.io/chavesquemcanta

O primeiro episódio em que rola uma festa na vila foi exibido uma única vez, em 1988, e ninguém gravou. É também a primeira aparição de dona Florinda e dona Clotilde. No episódio, de 1973, a festa, como sempre, acaba em briga. Retornou à programação do SBT em fevereiro de 2012

Muitas... Muitas marteladas, parte 2

link: abr.io/chavesmartelada

Trata-se da primeira versão de “Os Carpinteiros”, que o SBT sempre exibiu. Nele, seu Madruga, trabalhando como carpinteiro, martela os dedos a toda hora. Ele deixa o trabalho por alguns momentos e, é claro, Chaves e Quico resolvem brincar com as ferramentas e acabam ferindo o professor Girafales


CONSULTORIA: Eduardo Gouvêa, fundador do Fã-Clube Chesperito Brasil

FONTES: Arquivo do Fã-Clube Chesperito Brasil e arquivo do SBT

Qual foi a maior audiência da TV brasileira?

Como o sistema de medição passou por diferentes fases, há vários campeões, cada um por um critério. A primeira pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) rolou já no anode estreia da TV no Brasil, em 1950. Até o fim dos anos 80, ela era feita de porta em porta, por um funcionário. A partir de 1991, começou a funcionar o sistema atual, chamado peoplemeter, com um aparelhoque pontua a audiência em tempo real. “Um ponto equivale a 1% do universo pesquisado. No caso da Grande São Paulo, representa 60.204 lares”, explica Adalgisa Rodrigues, diretora de operações do Ibope.

TODO MUNDO LIGADO!

Três programas considerados campeões de Ibope, cada um a seu jeito

O FIM DO SEGREDO

Atração: Capítulo 152 de Selva de Pedra

Quando: 4/10/1972

Audiência média: Sem medição

Esse é da época em que a pesquisa era feita de porta em porta. De 100 lares consultados no Rio de Janeiro nessa noite, 23 estavam com a TV desligada. Todos os outros 77 estavam vendo a protagonista Simone Marques (Regina Duarte), que se passava pela irmã, ser finalmente desmascarada

UM VERDADEIRO FENÔMENO

Atração: Jogo de futebol Brasil X Turquia

Quando:26/6/2002

Audiência: média: 71 pontos

A seleção brasileira venceu essa semifinal da Copa do Mundo Japão-Coreia com um gol de Ronaldo. Segundo os sites Folha Online e Terra, a partida chegou a render picos de 75 pontos. Nessa época, cada ponto equivalia a 47 mil domicílios

BEIJA OU NÃO BEIJA?

Atração:Capítulo final de América

Quando:4/11/2005

Audiência média:66 pontos

Desconsiderando o futebol, o melhor registro na fase do sistema peoplemeter é mérito da noveleira Glória Perez. Houve picos de até 70 pontos – em parte, por causa da expecativa quanto ao beijo gay entre Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro)

CONSULTORIAIgor Sacramento, doutorando em comunicação e cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e co-organizadordo livro História da Televisão no Brasil

FONTES Livros A Vida com a TV – O Poder da Televisão no Cotidiano, de Luiz Costa Pereira Júnior, e Almanaque da TV, de Bia Braune e Rixa Xavier

Como são gravadas as cenas de sexo em filmes e novelas?

A sacanagem nas telinhas e telonas segue uma regra básica: você não precisa ver para crer. Os diretores usam uma série de recursos de filmagem para que o espectador acredite que os atores estão de fato mandando ver. A temperatura das técnicas pseudossexuais vai subindo de acordo com o tipo de filme: elas podem ir de simples brincadeiras de edição até o extremo do sexo real.

LUZ, CÂMERA, TESÃO!

Nos sets, temperatura sobe à medida que cenas ficam mais explícitas

FAZ DE CONTA

TEMPERATURA NO SET: Fria

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA, EM ANOS DE IDADE 12

Muitas vezes, o ato sexual não é tão relevante para a história a ponto de ser filmado em detalhes, como nas comédias, ou o diretor prefere deixar o sexo subentendido: você sabe que rolou, mas não viu nada. Por exemplo, o casal dá uns malhos em um calhambeque estacionado dentro do Titanic, e, instantes depois, só vemos a mão da heroína sendo pressionada contra o vidro embaçado... Lembrou?

ALUGUEL DE PELADOS

TEMPERATURA NO SET Morna

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA, EM ANOS DE IDADE 14

Você é o diretor, a cena de sexo é importante para a trama, mas os atores se recusam a tirar a roupa. Ou você dispensa a nudez, cobrindo-os com um lençol, ou chama os dublês de corpo, que expõem seus corpitchos no lugar das estrelas. Na hora de enquadrar e editar, os atores são filmados se beijando do ombro para cima, e essas cenas são intercaladas com filmagens dos dublês de corpo se agarrando do ombro para baixo

SEXO TÉCNICO

TEMPERATURA NO SET Quente

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA, EM ANOS DE IDADE 16

A cena de sexo é importante no roteiro e os atores toparam a nudez. O set é esvaziado e fica apenas a parte indispensável da equipe: o diretor, o produtor, os atores e talvez um diretor de fotografia. A nudez geralmente é completa, sem roupas ou tapa-sexo, mas o sexo não é real. Há contato físico, mas não há penetração. É tudo fingido. O diretor filma a cena de vários ângulos para ter mais opções de tomadas na hora de editar

O AMOR É BELO?

TEMPERATURA NO SET Chamem os bombeiros!

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA, EM ANOS DE IDADE 18

É algo raro, mas alguns filmes não pertencentes ao gênero pornográfico incluem cenas de sexo real. Um exemplo é o filme 9 Canções (2004), do diretor britânico Michael Winterbottom. Os atores realmente transam, e são filmados com detalhes explícitos. O diretor trabalha como em uma cena de sexo técnico, mas tem que deixar os atores bem à vontade para o rala-e-rola dentro de um estúdio enquanto são observados por várias pessoas

COITO INTERROMPIDO
Rola sexo de verdade nos filmes pornôs?

Sim e não. Para começar, os atores pornôs transam mesmo. Mas os filmes do gênero pornográfico têm a função de excitar o espectador, e nem sempre filmar sexo real fica bonito na tela. Além disso, o sexo é frequentemente interrompido para mudanças de posição, elementos de produção (fluidos, digamos) e ajustes de última hora. É sexo? Tecnicamente, sim. Mas eles estão curtindo? Dificilmente

Quais atores já morreram durante filmagens?

Vários, mas a morte mais trágica foi, sem dúvida, a do ator Vic Morrow, em pleno set de filmagem, em uma cena de fazer inveja aos grandes filmes de terror. O filme era No Limite da Realidade (1983), uma homenagem de Steven Spielberg (o produtor) à série de suspense Além da Imaginação, que fez muito sucesso na televisão entre 1959 e 1964. Morrow interpretava um militar que, em uma cena de guerra, resgatava duas crianças e as levava para um helicóptero. Tudo ia muito bem até que o helicóptero ficou fora de controle e decapitou o ator e uma das crianças. A outra escapou das hélices, mas foi esmagada pelo helicóptero. As filmagens foram suspensas, o diretor John Landis e Spielberg foram processados, houve mudança nas leis trabalhistas para atores mirins, mas o filme foi lançado - sem a fatídica cena e sem as duas crianças, claro.

Chama o dublê!

Conheça cinco atores que não viram seus filmes chegar ao cinema

John Candy

Filme - Dois contra o oeste

Ano - 1994

Candy fez o filme por obrigações contratuais e, embora tivesse parado de fumar e estivesse se esforçando para perder peso, teve um ataque cardíaco fulminante. A saída foi reescrever o roteiro tentando evitar ao máximo suas aparições e, quando não havia saída, usava-se um ator parecido com o comediante gorducho

Bela Lugosi

Filme - Plano 9 do Espaço Sideral

Ano - 1959

Essa morte não ocorreu durante as filmagens, mas vale a nota. Lugosi morreu três anos antes do filme, mas o diretor Ed Wood resolveu pegar cenas que já tinha dele e completar sua participação com um dublê. O problema é que o dublê era maior e mais jovem que o ator - bem ao estilo dos filmes de baixo orçamento

Brandon Lee

Filme - O corvo

Ano - 1994

Essa morte rolou no set. Em uma história mal contada, alguém deixou uma bala de verdade em uma arma usada em cena. Só faltavam três dias de filmagens e um dublê de corpo e imagens já filmadas foram suficientes para completar o filme. Um detalhe sinistro é que o ator River Phoenix, que morreu durante as filmagens de Dark Blood, disputou o papel com Lee.

Jean Harlow

Filme - Saratoga

Ano - 1937

Não faltava muito para terminar as filmagens, mas, de uma hora para outra, a musa loira foi acometida por uma infecção renal e morreu. A saída foi arrumar uma dublê e privilegiar enquadramentos mais abertos. Ironicamente, esse é tido como um dos melhores filmes de Jean Harlow

Oliver Reed

Filme - Gladiador

Ano - 2000


O intérprete de Próximo gostava de encher o caneco e bateu as botas após um pileque em um pub na ilha de Malta, onde o filme foi rodado. Como faltavam apenas três cenas, o diretor Ridley Scott apostou na tecnologia, recriando digitalmente o rosto do ator e o colocando no corpo de um dublê

Por que o tapete das premiações é vermelho?

Porque, desde a Antiguidade, a cor é associada aos nobres e importantes. No Egito antigo, por exemplo, estava ligada ao sangue e ao Sol e representava vitalidade. Em Roma, era utilizada nas vestes reais.

A primeira referência específica ao uso de um tapete vermelho está documentada na peça Agamemnon, de 458 a.C., na Grécia antiga: quando retorna da Guerra de Troia, o rei Agamemnon caminha sobre um tapete de bordados dessa cor, privilégio permitido apenas aos deuses. Ao longo da história, diversas empresas passaram a utilizar o recurso para prestigiar os clientes. Em 1902, a New York Central Railroad começou a estender um tapete vermelho para os passageiros entrarem no trem 20th Century Limited. Duas décadas mais tarde, em 1922, o acessório estava presente na primeira première de Hollywood: a estreia de Robin Hood, em Los Angeles.

FONTES: sites The Independent, The Egyptian Theater e USA Today.

CONSULTORIA: Julia Gralha, professor de história antiga da UFF, e Margaret Bakos, professora de pós-graduação em história da PUC-RS.

Como funciona a redação de um telejornal?

1- Para ir ao ar, todo telejornal precisa ser abastecido com notícias. Os acontecimentos mais quentes, como acidentes de trânsito e crimes, chegam à redação através do trabalho da equipe de escuta, que telefona para bombeiros, centrais de polícia, hospitais, etc. atrás de informação, além de ficar de olho no rádio, em outras emissoras e na internet.

2- A notícia também pode ser fria - fatos já previstos na agenda, como inaugurações e reportagens sobre comportamento. Nesse caso, os produtores vão atrás de dados e de entrevistas e deixam tudo agendado para o repórter. É principalmente essa turma que se vê quando o jornal está no ar. O telefone deles, para não atrapalhar, não tem som - ao tocar, uma luz pisca.

3- A equipe de reportagem vai então para a rua. Cada carro leva um repórter, um cinegrafista, um auxiliar (que ajuda no som e na iluminação) e um motorista. O repórter faz as entrevistas e grava a passagem, que é a parte do vídeo em que ele aparece à frente da câmera. Ele também grava a narração da reportagem, que é chamada de off.

4- As reportagens locais chegam à redação em fitas, levadas pela própria equipe ou por um motoboy. Nos grandes telejornais há também conteúdo vindo dos quatro cantos do país e de correspondentes no exterior. Essas reportagens são transmitidas por meio de satélites, fibra óptica ou internet.

5- Com as fitas em mãos, é hora de editar o material. Na ilha de edição, um editor de imagem e um de texto unem o off do repórter às imagens filmadas pelo cinegrafista. Também decidem em que momento da matéria aparece a passagem e, em alguns casos, colocam até trilha sonora. Cada matéria tem cerca de um minuto e meio de duração.

6- Com as matérias editadas, o chefe de redação e os editores executivos montam no computador o espelho do jornal, uma espécie de tabela que mostra quanto tempo cada matéria vai ter e em que ordem cada uma vai aparecer - as mais impactantes costumam vir primeiro. No total, o jornal tem cerca de 35 minutos, já descontados os nove minutos de comerciais.

7- Quando se aproxima a hora de levar o jornal ao ar, o diretor de TV, o chefe de redação e os editores executivos seguem para uma sala de controle conhecida como switcher. É o diretor de TV que escolhe, por exemplo, para que câmera o apresentador vai olhar. Eles acompanham minuto a minuto a audiência, e podem deixar uma matéria que está dando ibope mais tempo no ar.

8- É claro que a reportagem pode ficar mais tempo no ar só se for ao vivo. Para transmissões em tempo real, usa-se o link, um equipamento que fica sobre uma van ou caminhão e manda a imagem para o satélite, que retransmite o sinal para a redação com atraso de alguns segundos. É por isso que às vezes o repórter tira o fone do ouvido, para evitar ouvir a própria voz com atraso e se confundir.

9- Se rolar alguma mudança, o chefe de redação se comunica com os apresentadores, que têm um ponto no ouvido. A maioria dos telejornais tem dois apresentadores, que costumam ser também editores do programa e, ao contrário do que diz a lenda, não vestem bermuda e chinelo por baixo da bancada.

POR TRÁS DAS CÂMERAS

As máquinas que deixam o telejornal bem na fita

As redações que servem de cenário para os telejornais parecem estúdios. A bancada fica em um palco, mais alta que o resto da redação. Há vários holofotes e três câmeras: uma para cada apresentador e uma geral, que mostra os dois. Alguns programas têm ainda uma câmera em uma grua, que faz a tomada de encerramento do programa. Há ainda um painel verde ou azul que fica atrás de cada apresentador. Sobre ele, um computador projeta imagens (a foto de alguém ou os números do dólar, por exemplo) através de uma técnica chamada chroma-key. Os textos que os apresentadores lêem aparecem no teleprompter, que fica acoplado à câmera para a qual eles olham.

CONSULTORIA: AÍLTON NASSER, CHEFE DE REDAÇÃO DO JORNAL DA RECORD

Fonte: Mundo Estranho

Quais ossos do corpo Jackie Chan já quebrou?

Pelo menos 20 – alguns deles, múltiplas vezes.O ator de Hong Kong ficou popular no início de sua carreira no cinema chinês graças às proezas que realizava sem a ajuda de dublês. E, claro, algumas vezes a cena dava errado. Quando firmou seu pé em Hollywood, Chan espertamente mudou de perfil: aos poucos, seus filmes de ação foram ficando mais cômicos, deixando de lado as cenas perigosas. Em maio desse ano, o ator anunciou sua aposentadoria dos filmes de ação. “Meu corpo não aguenta por muito mais tempo”, afirmou.

QUEBRA TUDO

Os filmes que deixaram marcas no corpo (e na memória) do ator

Tornozelo quebrado

Arrebentando em Nova York (1995)

Nariz quebrado

O Jovem Mestre do Kung Fu (1980), Projeto China (1983) e Mr. Nice Guy – Bom de Briga (1997).

Testa lesionada

O Mestre Invencível(1978)

Joelhos fraturados

Chan já maltratou as rótulas tantas vezes que, hoje, dobra o mínimo possível da perna quando anda. Ele só se locomove normalmente diante do público ou das câmeras.

Crânio fraturado

Chan conseguiu literalmente rachar a cuca em A Armadura de Deus (1986). Ele caiu de cabeça do alto da muralha de um castelo em uma pilha de pedras. E ainda refez o take!

Dente arrancado

Punhos de Serpente(1978)

Queixo lesionado

O Lorde Dragão(1982)

Ombro deslocado

Police Story 3 – Supercop (1992)

Maçã do rosto deslocada

Police Story 3 – Supercop (1992)

Pescoço lesionado

Projeto China (1983)e Mr. Nice Guy – Bom de Briga (1997)

Garganta esmagada

O Jovem Mestre do Kung Fu (1980)

Pernas esmagadas

Filmando Crime Story (1993), o ator ficou preso na batida entre um carro e a traseira de um caminhão

Esterno deslocado

Operação Condor: Um Kickboxer Muito Louco (1991)

Pélvis deslocada

Police Story – A Guerra das Drogas (1985)

Vértebras fraturadas

Duas em Police Story – A Guerra das Drogas (1985): primeiro, ao descer em um poste o equivalente a oito andares e, depois, ao cair de um andar. Ele já havia machucado a coluna, no ano anterior, ao cair da torre de um relógio em Projeto China.


Chan diz que também já quebrou praticamente todos os dedos das mãos–e já nem se lembra como!

Veja um vídeo com dez dos piores acidentes de Chan (incluindo a queda do relógio em Projeto China) em: https://www.youtube.com/watch?v=xC9e5o-NFIE


FONTES: The Third Empire Almost Anual Movie Miscellany e sites Cracked, IMDB e Adoro Cinema

Como é filmada uma cena?

MISSÃO IMPOSSÍVEL

O trabalho no set começa antes de o galo cantar. Enquanto os atores se preparam, a equipe técnica checa os equipamentos e cenários. A ralação chega a durar 12 horas, já que os cachês e a grana paga pelos equipamentos e locações é cobrada por dia - e não é mixaria!

LUZES DA CIDADE

A iluminação é que dá o climão da cena. Luzes mais fortes geram sombras marcantes, dando um ar mais dramático - como nos filmes de terror, quando são posicionadas de baixo para cima. Já as mais suaves dão um clima leve, sendo usadas em comédias

TRANSFORMERS

A maquiagem é vital, pois conta uma história através do rosto. Um hematoma, por exemplo, mostra que o cara apanhou, sem ter que gravar a cena. O ator também pode engordar, entre outras transformações, com o uso de massas e látex

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

O som é gravado à parte da imagem pelo boom, o microfonão principal. Após captar a voz dos atores, os microfonistas gravam outros sons da cena, como passos ou sirenes. Até o "som" do silêncio ambiente é gravado, para ser mixado mais tarde

O DIABO VESTE PRADA

O figurino também é vital para compor a cena, como ao indicar a época. Mas ele não é feito só de roupas. Em O Corcunda de Notre Dame, de 1923, o ator que fez Quasímodo usou o tempo todo uma corcundona de gesso de 9 kg sob a roupa!

O HOMEM DA CÂMERA

Como as câmeras são muito pesadas - quase 50 quilos! -, alguns equipamentos dão uma forcinha para o operador movê-las com precisão. É o caso dos trilhos, gruas e do steadicam, um suporte que ajuda a carregar a câmera no braço

A LIBERDADE É AZUL

Cenas fantásticas, como de heróis voando, rolam com o truque do chroma-key: um painel azul ou verde no fundo da cena. Após a gravação diante do painel, um software elimina o azul ou o verde na edição, "recortando" a imagem do ator, que,então, pode ser fundida a qualquer cenário

UM CORPO QUE CAI

No caso de cenas perigosas ou que exigem habilidades especiais - como uma luta de espadas -, os dublês entram em ação. Eles ensaiam exaustivamente, pois, além do perigo que correm, lidam com elementos caros da produção, como carrões de luxo

QUASE FAMOSOS

Os figurantes povoam os espaços onde os protagonistas atuam. Quando é preciso muita gente - como nas batalhas de O Senhor dos Anéis -, as imagens da galera são replicadas no computador, criando aquele "mar de gente"

DIRIGINDO NO ESCURO

O diretor é o mandachuva do set, coordenando o trabalho dos atores e o posicionamento das câmeras a cada plano. Para não gastar filme à toa - a película é caríssima -, as cenas são gravadas apenas após muito ensaio. Só então a coisa rola para valer

• Em 1931, o ator que fez Frankenstein cansou das seis horas diárias gastas no camarim e decidiu ir para casa com a maquiagem, ficando com ela até o final das filmagens!

• Os painéis são em tons de azul ou verde que não há no corpo. Se o fundo fosse branco, partes brancas do corpo do ator, como os dentes, seriam preenchidas pelo cenário

• A claquete traz dados técnicos, como o número da cena, sendo filmada no início de cada take. Com isso, na montagem, fica fácil unir a imagem e o som

• No filme A Arca de Noé, de 1928, três dublês morreram afogados e um perdeu uma perna durante as cenas do dilúvio!

• Sabe por que não entra a palavra "som" na famosa expressão "luz, câmera e ação"? É que ela surgiu na era do cinema mudo, quando não se captava o som das cenas

• Em Hollywood, as filmagens contam com a ajuda do wrangler, profissional contratado só para cuidar de seres não-falantes do set, como bebês, animais ou bonecos usados em cena

• Sabe o que os figurantes falam nas cenas? Nada de futebol ou novela - eles fofocam é sobre o "rhubarb". Repetida em voz baixa, essa palavrinha sem sentido dá o burburinho de fundo

FONTES - IMDB, Mnemocine , assessoria sindcine