9 de fevereiro de 2014

Mortes incomuns #1

270 a.C.: conforme o relato de Ateneu, o intelectual grego Filetas de Cós teria estudado tão intensamente argumentos e palavras usadas erroneamente que definhou-se, morrendo de fome. O estudioso Alan Cameron especulou que Filetas teria morrido de uma doença degenerativa que, de acordo com o anedotário de seus contemporâneos, fora provocada por pedantismo.

207 a.C.: Crisipo de Solis, um filósofo estóico grego, teria morrido de rir ao ver seu burro, bêbado, tentando comer figos.

212: Lucius Fabius Cilo, senador romano do século II, "...engasgado... com um fio de cabelo em uma golada de leite".

415: Hipátia, matemática e filósofa grega pagã, assassinada por uma turba de cristãos, tendo o corpo dilacerado por conchas de ostras (ou cacos de cerâmica, segundo outra versão). Depois de morta, o corpo foi lançado a uma fogueira.


Hipátia de Alexandria
1410: Martim I de Aragão morre de uma combinação fatal de gargalhadas incontroláveis e indigestão.

1478: Jorge, Duque de Clarence, é executado por afogamento em um barril de vinho de malvasia, método escolhido por ele mesmo.

1649: Sir Arthur Aston, comandante das guarnições Realistas durante o Cerco de Drogheda, é espancado até a morte com a própria perna de madeira, que soldados Cabeças Redondas pensavam ocultar moedas de ouro.

1660: Thomas Urquhart, aristocrata escocês, polímata e primeiro tradutor de Rabelais para o inglês, teria morrido de rir ao saber que Carlos II tomara o trono da Inglaterra.

1671: François Vatel, cozinheiro de Luís XIV, cometeu suicídio pois sua encomenda de peixes atrasara e ele não pôde suportar a vergonha de adiar uma refeição do rei. Seu corpo foi descoberto por um estafeta que fora enviado para avisá-lo da chegada do pedido. A autenticidade desta história não foi comprovada.

1673: Molière, ator e dramaturgo francês, morreu ao ser acometido por um violento ataque de tosse enquanto representava o papel principal de sua peça Le Malade imaginaire (O Doente Imaginário).


1687: Jean-Baptiste Lully, compositor, morreu de septicemia, provocada por ele mesmo ao atingir seu pé com um bastão enquanto conduzia vigorosamente um Te Deum. A apresentação era em comemoração à recuperação de uma enfermidade que acometeu o rei Luís XIV.

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