A mudança na voz padrão da Globo causou uma certa estranheza no público, mas, aos poucos, eles já estão se acostumando. Agora, quem não está gostando nada da alteração, é a Associação Brasileira de Locutores, Apresentadores e Produtores de Rádio e TV, a Ablap.
Segundo o jornalista Gilvan Marques, do site “NTV”, os locutores estão bravos com a emissora por estar empregando profissionais que não poderiam atuar como locutores, por não possuírem o registro profissional de locução, o DRT, fornecido pela Delegacia Regional do Trabalho e obrigatório para o exercício da função.
De acordo com Carlos Silva, diretor administrativo da Ablap, as novas vozes da Globo são de atores, que estão exercendo indevidamente o trabalho de locutores.
“Acho que a busca da emissora pela classe C e outros públicos, como o feminino, é legítimo, mas o que me incomoda é que eles [os artistas] não possuem o DRT [para locucão]”, afirma.
Alexandre Samuel Oleto, diretor-executivo do Sindicato dos Radialistas do Estado de São Paulo, é ainda mais crítico. Segundo ele, a prática da Globo configura um “ato criminoso”.
“O sindicato repudia toda e qualquer empresa de comunicação que coloca pessoas no lugar de profissionais devidamente capacitados. Utilizar profissionais sem DRT é um ato criminoso e um exercício ilegal da profissão”, diz o sindicalista.
O que tem acontecido na Globo é algo inédito. A emissora sempre utilizou sua voz padrão, o locutor Dirceu Rabelo, para fazer as chamadas dos programas, mas tem diminuído cada vez mais sua participação, cedendo lugar para atores como Danton Oliveira, Marília Pêra e Danton Mello. Todos eles já fizeram chamadas de programas.
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