Eu sei que já faz algum tempo que a febre por “Orange is the New Black” passou, mas eu tenho sentido quase tanta falta da série quanto eu sinto de “Breaking Bad”. A diferença é que “Orange” eventualmente vai voltar com uma linda temporada nova, para nossas vidas.
Para matar as saudades enquanto isso, eu li recentemente um artigo do site Indiewire, que esteve há algumas semanas no festival Paley Fest e participou de uma entrevista coletiva com o elenco. Aqui estão algumas curiosidades tiradas dessa entrevista:
1. Natasha Lyonne, que interpreta a Nicky, se recusa a assistir a série.
“Eu quero deixar a coisa o mais real e suja possível. Não quero me atrapalhar assistindo à série,” afirmou. Eu até entendo, mas alguém avisa que ela tá perdendo uma série muito boa?
2. Laura Prepon , a Alex, queria, a princípio, o papel da Piper, mas o criadorA da série Jenji Kohan, achou que ela não combinava com a personagem.
Segundo Kohan: “Eu não me preocuparia com a Laura na prisão. Eu precisava que a Piper fosse alguém com quem eu me preocupasse. A Taylor [Schilling, que ficou com o papel] provoca uma reação diferente.”
Realmente, a Donna do “The 70’s Show” sempre pareceu pra mim uma pessoa durona, que não teria muito problema ao se adaptar em lugar nenhum. Fora isso, ela foi ótima como Alex, pena que vai voltar por pouco tempo, na segunda temporada.
3. Em respeito a Piper Kerman, autora dos livros autobiográficos em que a série se baseia, a história da série foi alterada, em relação ao material original.
Jenji Kohan afirma que “não consigo imaginar quão terrível seria [para Kernam] ter que assistir à história de fato, semana após semana”; fora isso “em certo ponto, a série se torna um veículo diferente, que se dirige a uma audiência diferente e deve se apresentar de modo diferente.”
4. A galinha pode (ou não) voltar na segunda temporada.
Kohan: “Eu não sei se a galinha vai voltar. Mas talvez ela precise.”
A galinha eu não sei, mas nós com certeza precisamos de mais disso:
4. Kate Mulgrew (Red) precisou mudar muito o cabelo para o papel.
“Eu tinha um longo, lindo e saudável cabelo castanho e toda vez que eu saia do trailer dos cabeleireiros eu ia até o Jenji [Kohan] e ele dizia ‘volta lá e corta mais curto e pinta mais vermelho’, até que finalmente ficou assim”, diz a atriz.
E eu não consigo nem imaginar a personagem de cabelo comprido e castanho. Parece errado.
Muito errado.
5. O papel de Larry foi o mais difícil da carreira de Jason Biggs.
Segundo o ator, “foi o papel mais difícil que eu já interpretei. Meu nível de confiança, começando a série, era muito baixo porque eu não tinha feito nada intenso como isso, recentemente e porque o material era tão bom. Por um minuto, eu fiquei tipo ‘ah, talvez o Jenji tenha cometido um erro.’ Eu estava muito nervoso e ainda fico nervoso quando faço algumas das cenas.”
E eu aqui achando que o Jim do “American Pie” era o personagem mais complexo da carreira de Biggs. Que bom que ele conseguiu se sair bem em outro papel.
Saudades do Jim do “American Pie” e toda a vergonha alheia que ele causava.
6. Não havia nenhuma dúvida de que o papel da Sophia Burset seria interpretado por uma mulher trans*.
“Nós só aceitamos candidatas trans* para o papel. Ninguém seria melhor,” afirmou Kohan.
E que bom que eles pensam assim porque a Laverne Cox, atriz que faz a Sophia, é fabulosa.
Diva, apenas.
7. Suzanne (também conhecida como “Crazy Eyes”, também conhecida como uma das melhores personagens da série) é motivada por amor.
“O importante não era tanto a loucura – que é uma coisa mais superficial e fácil de interpretar -, para enriquecer [a personagem], eu estava mais interessada na ideia de correr atrás do amor e no quão longe alguém iria por amor,” disse a atriz Uzo Aduba.
(legenda: “eu joguei minha torta fora, por você.”)
De fato, prova de amor maior que essa, não existe.
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